Eu sempre fui romântica, oscilando entre exageradas demonstração de afeto, ilusões, impulsividade, sonhos e imaginação fértil.
Uma pessoa me falou que neste tempo eu era destemida nata, que não precisava de álcool para encarar as loucuras da paixão e acredito que realmente eu sempre fui movida pelo coração e pelas emoções. A parte racional estava sempre em conflito com minha vontade de se lançar no desconhecido.
Depois... Durante um tempo eu pensei que ser alguém assim que amava estar amando era errado, ridículo, me tornava alguém vulnerável a ser enganada. Eu me culpei por ter sentindo tão intensamente, por ter demonstrado tanto, por ter me entregado sem reservas e me consumido de amor. Não fazia sentido ter que fazer jogos emocionais com os homens que conheci posteriormente, é difícil fingir que não quer, quando você quer muito. Fingir indiferença quando você se importa pra caralho. Era dificil tentar ser alguém que eu não queria, pra encontrar alguém que eu gostasse, mas que eu não poderia demonstrar tanto. (eu nem sei de onde tirei essa conclusão de que as mulheres que não demonstravam tanto seus sentimentos eram mais felizes nos relacionamnetos)
Todas as teorias que eu criei como barreira pra não sofrer não fizeram sentido quando eu consegui amar novamente. E esse alguém nem era romântico como eu, mas me permitiu que eu fosse e eu queria ser pra ele. E foi libertador poder ser quem sempre fui, mas agora era diferente. Eu me sentia mais equilibrada entre o meu flutuar e o manter os pés no chão. Mas o coração... ele nunca para de sonhar.

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