segunda-feira, 25 de maio de 2020

Silêncios que se declaram


Quem me conhece sabe o quanto meu amor é declarado, se amo alguém eu demonstro e falo mesmo, até quando amei em silêncio minhas atitudes me entregavam. Sou dessas mulheres românticas e carinhosas, que raramente chama o amado pelo nome,  a não ser quando estou chateada com algo.

Agora imagina aí alguém como eu começar um relacionamento com alguém que sente tudo de uma forma muito racional e prática. Alguém que é meu oposto quando o assunto é romantismo, falar e se expor. 

Porém eu o amo da forma como ele se coloca no mundo e comecei a querer entender mais sobre essa forma de amar. É tão fácil ama-lo e fazer ele se sentir amado, parece que so preciso ser eu mesma, agir naturalmente sem grandes esforços. Sempre que faço algo que foge disso, admito que faço mais por mim do que por ele, sei que nenhuma atitude romântica que eu faça declarando meu amor, vai interferir na intensidade do que ele já sente por mim.

 Ele não é romântico, mas me faz sentir-se muito amada. Consigo enxergar um certo romantismo no sentimento não dito constantemente, porém expressado todos s dias nas atitudes simples da nossa convivência. Naquelas palavras que não foram usadas por parecem insuficientes ou desnecessárias, ja que o amor para existir não precisa ser declarado. 

É um romantismo diferente do comum, mas mesmo assim não deixa de ser amor e eu gosto da maneira como ele me ama. Acho bonito quando ele me fala não ser necessário falar o que o outro já sabe. Eu gosto dos seus silêncios que se declaram, de quando você deixa o sentimento ficar subentendido. Desde o início, antes mesmo de falarmos: Eu te amo, já era amor e eu já sentia o amor. Claro que de vez em quando é bom ouvir sua voz falando o que eu sinto que ele sente.

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