segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Nosso primeiro Oi


Lembra aquele dia que você falou comigo pela primeira vez?
Era um sábado a tarde, às 14:35 do dia 22 do mês de agosto do ano de 2015.
Eu poderia ter ignorado, mas não ignorei... fui até simpática com o estranho que nunca tinha me visto e que estava puxando conversa. Eu poderia ter mentindo sobre as perguntas que surgiram, eu poderia ter dado meu número errado,  eu poderia ter achado que você era apenas mais um cara em busca de aventura... mas não! Não menti, te passei meu contato e você me mostrou a cada conversa que não era qualquer um. 
Aquele momento foi o início de tudo... você poderia ter cansado de tentar me conhecer pessoalmente, você poderia ter pensado que se apaixonar por alguém que estava morando longe não fosse uma boa ideia, você poderia não ter entendido meus bloqueios no início, mas não! você não desistiu, você se permitiu gostar de mim, você entendeu meus bloqueios e aos poucos foi quebrando eles. 
Aquela primeira conversa, foi a primeira de muitas que vieram, no início ocorriam em intervalos mais longos, geralmente quando estava se aproximando o fim de semana e com o tempo já estávamos nos falando várias vezes ao dia. Eu nem te conhecia, mas me senta tão bem em compartilhar coisas contigo. Naquele tempo eu nem imaginava que você se tornaria o grande amor da minha vida.
Gosto de pensar que enquanto eu ficava na indecisão de te conhecer pessoalmente ou não, Deus sorria de mim, já sabendo de tudo. Eu achando que era bom continuar sozinha, que podia fugir do amor, que podia ficar sem se apegar, que podia resistir ao teus encantos... aos poucos fui querendo conhecer mais e mais daquele misterioso rapaz, que ninguém sabia nada sobre ele.
foram dois meses de conversas, até que o encontro aconteceu, eu chegando de longe aviste aquele cara que se tornaria o homem da minha vida, ele me olhava e percebia que nas fotos eu não demostrava ser tão baixinha rsrs, naquela noite, naquele banco da praça, eu falando sem parar, fingindo que não estava nervosa e ansiosa para nosso primeiro beijo, achei que você não ia me beijar no primeiro encontro, mas você não ia perder a oportunidade rsrs então você me beijou... e foi tão bom, nem vi o tempo passar, o beijo mais demorado da vida. Ali naquele momento, ainda não era amor, mas fui pra casa sabendo que ainda íamos nos beijar muitas e muitas vezes.
Hoje 3 anos depois da nossa primeira conversa, olho pra você e nem acredito que nos encontramos, as vezes acho que nos reencontramos, parece até que já nos conhecíamos a muito tempo. Meu amigo, meu confidente, meu companheiro, meu amor e meu par. Como é bom te amar... Em você encontrei inspiração, em teu abraço é o lugar que eu adoro estar... Obrigada por tudo, por estar aqui quando preciso, por me ajudar a ser melhor a cada dia. Você me faz muito feliz!

quarta-feira, 18 de julho de 2018

O amor pra tua vida

Estes dias uma amiga me mandou uma mensagem que dizia:

"existe o amor da tua vida e o amor pra tua vida. O amor da sua vida sempre será seu ponto fraco durante muito tempo, mas nada dará certo entre vocês dois, enquanto o amor pra tua vida é o que dará certo. vivemos muitos amores, e só dois marcam a gente: o que dá certo, e o que a gente queria que tivesse dado certo."


E ao ler sobre esse dois tipos de amor, eu lembrei que é justamente sobre isso que quero escrever um livro um dia. Admiro muito as histórias que falam dos amores únicos, "o primeiro amor que dura pra sempre". Estes dias fui a um casamento de dois jovens que namoraram durante 10 anos, ele foi o primeiro namorado e amor dela, e ela foi a primeira namorada e amor dele. Juntos viveram vários desafios e momentos inesquecíveis e finalmente agora adultos conseguiram selar essa união em matrimônio, numa cerimônia emocionante e linda. Mas não é sobre esse tipo de amor que quero falo neste texto, quero falar do amor que não deu certo, de como ele marca pra vida toda e do amor que vai dar certo e ficar, mesmo sem garantias de futuro.

A primeira coisa que você tem que entender é que  nem sempre você será o primeiro amor do seu primeiro amor. E nem sempre seu primeiro namorado será seu primeiro amor. Não podemos confundir o primeiro amor com a primeira vez que você gostou de alguém. Afetos são sentimentos ramificados que nos confundem, nomear o que sentimos é algo necessário, que nos cobramos, mas que nos levam ao erro de classificar outros sentimentos como amor. E se isso é algo confuso de entender, fique calmo, tudo ficará mais claro depois que você conhecer o amor da tua vida e o amor pra tua vida, que podem ser a mesma pessoa ou não. 
lembrando que algumas vezes o "amor da tua vida" da mensagem lá em cima,  não vai dar certo, mas que vai te marcar pra sempre. Será aquele amor forte, que vai te fazer desafiar seus medos, que vai te levar ao paraíso, mas vai ferir e te levar ao inferno quando for embora. E quando isto acontecer você vai meio que desacreditar na existência do amor, mas antes que seu coração endureça totalmente vai aparecer "o amor pra tua vida", aquele amor que vai surgir de onde você menos imagina e que vai ficar mais tempo do que você acredita.
Eu fui o primeiro amor de alguém que eu gostava muito, mas que não foi meu primeiro amor. E eu tenho quase certeza que eu não fui o primeiro amor do meu primeiro  amor. 
Uma das coisas que me mudou depois que o amor da minha vida não deu certo, é que hoje é difícil pra mim ter certeza do futuro, mas acho que o isso não é uma coisa ruim, porque realmente o futuro é incerto. Hoje eu sinto que "o amor pra minha vida" chegou, e é um sentimento forte, lindo e verdadeiro, e eu quero que essa felicidade em estar com ele dure, mas isso não me dá garantias. Porém considero que para estar ao lado dele, vale a pena se arriscar mais uma vez. 
Quando o amor pra tua vida chegar, tudo fará sentido. E desafiando todas as promessas que você fez de nunca mais amar novamente, o amor pra tua vida, vai quebrar cada barreira do seu coração, que ele levantou pra se defender de amar.
As pessoas ao longo da vida amam mais de uma vez e de diferentes maneiras, as vezes a gente é capaz de amar de diferentes formas a mesma pessoa em tempos diferentes, como por exemplo: uma amizade que se transforma em amor, um amor que depois se torna amizade, mesmo que seja uma amizade estranha e que ninguém entenda.
Amar é acima de tudo um ato de coragem, é se lançar no imprevisível mesmo tendo medo, é sentir que estar se perdendo de si, mas se encontrar ao lado de alguém que mesmo imperfeito te completa. É perdoar e deixar a pessoa tentar novamente, mas muitas vezes é perdoar e entender que a pessoa precisa ir. É se perdoar por ter tentado, ter confiado e por ter se permitido amar. É juntar os caquinhos, colar um por um e tentar novamente. É não desistir do amor, pois um dia ele chega.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

caindo ou voando?



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Eu sei que não deveria me sentir assim, este incômodo dentro de mim, tentei disfarçar, mas você me conhece e sabe que estou chateada, mesmo sem motivos. As vezes quero ficar com raiva de você, mas eu sei que não devo, o problema não é você... são meus medos, e por isso eu escrevi como me sinto em mensagem, mas desistir de enviar. E agora tô aqui escrevendo esse texto que ninguém vai ler.
Até agora você não me deu motivos pra desconfiar, você sempre é sincero comigo, não posso te julgar pelos erros de outra pessoa. Quando você me encontrou eu estava desacreditada do amor, e você fez meu coração bater acelerado novamente. 
Eu sei que confio em você, mas nesses dias longe, eu tenho evitado demonstrar o quanto estou apavorada. As lágrimas caem dos meus olhos só de pensar que eu ainda posso passar pela mesma decepção que passei. E eu sei que isto é uma coisa que não posso controlar, nem que eu quisesse.
É que eu já amei e confiei muito em uma pessoa, que foi tudo pra mim, que também me fez feliz, que fez meu coração bater mais forte, que disse me amar também, que prometeu nunca me trair ou me fazer chorar, mas tudo era só palavras, que o vento levou. Pois ele acabou fazendo tudo ao contrário do que me disse... e eu sei que você não é ele, mesmo assim sinto medo.
Por isso eu não quero te controlar, não quero saber cada passo seu, ou com quem você estar, não quero te privar de nada, de sair com seus amigos, de viajar sem mim, não quero enlouquecer quando você não estiver online, eu não quero dizer que te amo todos dias, não quero confiar, não quero fazer planos que não sei se vou viver, por que não quero ter que tentar te esquecer, e ver meu mundo desabar quando um dia você for embora.
Só que é tarde demais... porque eu já te amo e você já sabe disso, já confiei o que tenho de mais valor em suas mãos:meu coração. Eu já fiz tudo que jurei não fazer novamente por mais ninguém: já te mostrei quem sou, minhas limitações e fraquezas e você já pode usar isso contra mim um dia, se quiser.
você não é mais qualquer um que beijei um dia buscando distração, você já faz parte dos meus planos e sonhos, você me fez  ser uma pessoa melhor e uma mulher mais confiante em mim mesma. Você já me faz tão feliz, que até a dor que eu sentia foi embora. 
E não quero que você saiba, mas por viver tudo isso com você, me sinto apavorada de pensar em te perder um dia, mas quero guardar este sentimento comigo, por que sei que você não merece que eu te cobre por algo que ainda não me fez, e que eu nem sei se vai fazer. Então... Por que as vezes sofro pelo que ainda não aconteceu? - É porque já aconteceu comigo, e eu sei como dói. Não consigo controlar esta sensação de que coisas ruins podem acontecer, de que a pessoa que você mais ama pode te ferir, mais até do que outra pessoa que te odeia. Pois mesmo depois que o tempo passa e tudo passa, a sensação de incerteza permanece, porque nada esta garantido, mesmo assim eu quero viver e arriscar, pois talvez amar seja isso, se jogar de um precipício sem saber se esta caindo ou voando. E se amar for um erro, estou errando outra vez, mas você vai o risco.

domingo, 3 de junho de 2018

florescer (uma flor a crescer)

(fiquei sabendo que existe uma pessoa que gosta de ler o que escrevo kkk, e acabei decidindo que mesmo que eu tenha apenas um leitor, vou voltar a escrever o esboço do meu livro, mas neste texto falarei de algo bem atual na minha vida).

Desculpem a ausência, resolvi voltar a escrever aqui, Eu até pensei em escrever no dia do meu aniversário, visto que é o dia do ano que estou mais sensível e emotiva, mas foram tantos os compromissos que acabei não tendo tempo. Hoje senti vontade de escrever sobre envelhecer, mas antes gostaria de explicar o porquê da foto acima, ganhei esta roseira recentemente, na manhã do meu aniversário ela amanheceu assim, com uma rosa. Na noite anterior ela era apenas um pequeno botão e pela manhã ela havia florescido. Não sei se foi o fato de ser o meu dia, mas senti que foi uma mensagem de Deus pra mim. Recordei sobre uma frase de um dos meus livros prediletos: "Foi o tempo que dedicastes à tua rosa que a fez tão importante..." (Pequeno Príncipe). Foi o tempo, é o tempo, é sempre ele o responsável, dizem que ele cura tudo, que ele é implacável. Algumas pessoas tentam correr contra o tempo, e outras apenas observam ele passar. - "O tempo vai dizer!", "dê tempo ao tempo"-dizem. Dedicar tempo, regar, cuidar, amar, aquilo que é importante pra nós. Chegando aos 27 anos, já me sinto velha pra ser chamada de jovem, mas ao mesmo tempo sei que ainda sou muito nova pra me sentir velha. Envelhecer não é ruim, é o tempo passando... e não importa se você já tem uma certa idade e ainda não chegou onde queria. Eu entendi que o caminho é tão importante quanto o destino final em uma viagem. Aproveite a paisagem e dedique seu tempo ao que realmente importa, sua família, seus amigos, as pessoas que você ama, e lembre-se não corra contra o tempo, ele não é seu inimigo.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

O medo bobo

A gente se conheceu em agosto de 2007, uma amiga minha nos apresentou, ele estava com uns amigos e eu não sabia nada sobre ele, percebi que ele era de poucas palavras, mas adorava sorrir, bem diferente de mim que não parava de falar. Ainda não era amor, ainda não era nem amizade, mas eu gostava de sentir o olhar dele na minha direção e gostava de fazer ele sorrir quando eu contava algo engraçado.

A capela do meu bairro estava em festa, e a noite a praça estava bem movimentada, pessoas conversando e comendo comidas tipicas, crianças fazendo filas para rodar nos parques de diversão. Naquela noite após a novena eu encontrei ele na praça por um acaso, ele estava sozinho e fui ao encontro dele, nos cumprimentamos e como de costume ele me deu um abraço bem forte, depois estedeu a mão e me ofereceu um bombom. Brinquei com ele dizendo:
_ Você esta me oferecendo por educação ou esta dando de coração? só vou ceitar se for de coração. 
Ele deu um sorriso meio sem graça falou:
_ É de coração.
Naquela noite conversamos bastante, mas na maior parte do tempo eu falava e ele me escutava. Ainda não era amor, mas era bom conversar com ele. naquela noite o tempo passsou rápido e tive que ir embora.
Com o tempo nossa turma de amigos começou a desconfiar que estava surgindo um clima entre a gente, e passou a fazer comentários que nos deixava sem graça, mas ninguem desmentia o interesse, apenas sorria um pro outro. Você deve estar se perguntando: Se havia interesse entre vocês por que não tinha rolado nada ainda? Vou explicar. Eu era uma adolecente muito insegura, ele me tratava bem é verdade, mas e se fosse o jeito dele? e se ele tratasse assim todas as meninas que ele conhecia? e se agente se beijasse e ele nao gostasse do meu beijo? porque eu so tinha beijado uma vez na minha vida e todo mundo sabe que o primeiro beijo nunca é bom, eu não tinha experiencia neste assunto, mesmo ja tendo 15 anos, e ele mais velho que eu com 21 anos, ja tinha ficado com outras meninas. Eu sei que eu demostrava ser extrovertida na frente dos outros, mas o que ninguém sabia era que eu morria de medo quando o assunto era ficar, na verdade devido a influencia da minha religião, pois eu frequentava muito a igreja e as vezes participava de grupo de oração, eu achava que isso era pecado, a esta altura do campeonato ele ja sabia minha opnião sobre isso e também tinha medo de tentar algo.

Quase todos os dias a gente se encontrava pela manha quando eu estava indo pra escola e ele estava indo trabalhar. A noite, quando eu ia pra missa, ao sair da igreja me encontrava com ele, acho até que ele ja ficava a minha espera. Teve uma vez que nos encontramos a noite, eu estava indo pra casa, e ele estava voltando do trabalho, ele parou, mas continuou em cima da bicicleta, começamos a conversar, eu estava em pé ao lado dele e coloquei minha mão em cima do guidon, ele aproveitou que minha mão estava perto da dele e então me fez um carinho. Eu fiquei sem jeito e sorri, senti que algo estranho estava acontecendo no meu estômago, não deixei que ele percebesse, nos despedimos e fui pra casa. Na quela noite eu tive Certeza que em breve ele ia se declarar ou pior que ele ia tentar me beijar e me bateu um desespero. 

Como esperado em uma destas noites de conversa ele tomou coragem e me falou que estava gostando de mim. E eu falei: _você tem certeza? sera que você não esta confundindo as coisas? o que eu tenho de tão especial assim? e ele falou que eu era diferente, que eu era linda por dentro e por fora e que sabia que eu não era menina de ficar e que queria algo sério comigo. Mas por incrível que pareça, nesta noite não nos beijamos, eu fui pra casa pensativa, e ele foi embora sem a resposta ainda.

A resposta demorou a chegar, na verdade eu nunca disse que queria, o que aconteceu foi o seguinte...

domingo, 18 de fevereiro de 2018

tentando começar do zero


era uma vez uma menina que morava em um sítio rodeada de arvores e animais, sonhava ser cantora e adorava brincar com suas bonecas. Quando aprendeu a escrever, descobriu o prazer de fazer cartas para as pessoas, fazia para as amigas, as primas, para as professoras e principalmente para seus pais. para ela escrever era algo mágico, geralmente suas cartas vinham sempre acompanhadas de desenhos e ao final uma marca de batom em forma de beijo. Um dia ela assistiu um filme que tinha uma personagem que escrevia diários e a parti daquele momento resolveu que iria fazer o mesmo. As vezes ao final do dia ela escrevia coisas que tinham acontecido, as vezes eram registros de felicidade outras vezes eram sentimentos confusos ou tristes. E quando mais os dias passavam, mais o simples caderno ia ganhando vida. Nem mesmo ela sabia porquê estava escrevendo, não era pra ninguém ler, apenas ela mesma. Queria deixar sua história registrada, de vez em quando voltavas as paginas e revivia seus momentos favoritos. Um dia ela pegou um livro e começou a ler, descobriu que podia viajar sem sair de casa, devorava as folhas com bastante entusiasmo e achou incrível. Ao final viu a foto do autor e sua mãe explicou que o mesmo já tinha morrido, pensou bastante sobre a morte e ficou triste. Ela ainda era criança, mas descobriu que livros eternizam seus autores, entendeu que mesmo depois da morte as histórias dos escritores permaneciam-no mundo e naquele momento desejou que sua vida também se eternizasse desta forma, que pessoas que ela jamais viu na vida podiam ler as coisas que ela escrevia.  E este foi o inicio do que futuramente viria a se tornar um sonho de escrever seu próprio livro. Com o tempo este plano foi perdendo espaço, continuou escrevendo diários e cartas, não tão frequente como antes, mas por desacreditar que alguém se interessaria em ler sobre sua história abandonou tal pretensão. quanto mais autores ela conhecia, mas ela se sentia pequena e acreditava que sua vida era normal e comum para virar um livro. Esta menina cresceu e ainda continua achando isso apesar de algumas pessoas já terem elogiado dizendo que ela escreve bem. Porém ela resolveu dar o primeiro passo e começou a escrever, ela ainda estar perdida, não sabe exatamente por começar, se pelo inicio ou pelo fim, já que um justifica o outro. Não sabe se coloca tudo, ou só as partes mais importantes sobre o que já viveu, pois pra ela cada momento foi indispensável, mesmo os que fizeram ela chorar. Ela tem dificuldade em resumir, mas ela vai tentar.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

queimando meu passado


Acabei de ler minha ultima postagem aqui e percebi como faz tempo que não escrevo nada. Sei que ninguém se importa com isso, creio que as pessoas não costumam acessar muito este blogger, poucas pessoas sabem que tenho ele. Na verdade quando eu criei ele, eu tinha outros propósitos e minhas inspirações vinham quase sempre dos meus sentimentos incompreendidos até por mim mesma. Desde criança eu costumava escrever em diários, não escrevia sempre, mas gostava de colar fotos, letras de músicas, rosas desidratadas, e escrevia sobre datas especiais ou tristes. Eu gostava de saber que minha história era concreta, que de certa forma o tempo não ia apagar tudo que eu estava vivendo, e meus sentimentos costumam ter sentido quando eu pegava numa caneta e organizava eles numa folha de papel. Guardei vários cadernos repletos de recordações e afetos, hoje eles literalmente viraram cinzas. Aqui em casa acabou de passar por uma reforma, eu finalmente tenho um quarto do jeito que eu sonhei, mas neste novo espaço não existe lugar pra guardar o que antes era quase um tesouro pra mim. Eu tive que desapegar, não foi fácil, eu poderia ter colocado no lixo, mas quando pensei que alguém podia encontrar e ler sobre coisas tão pessoais resolvi queimar todos. Isto me trouxe aqui, pensei em escrever sobre isso, não sei exatamente o porquê. Lembrei que ainda não escrevi um livro, como eu sempre quis, na verdade muita coisa que quero fazer ainda não fiz. Quando a gente é criança pensamos ser tão fácil realizar sonhos, achamos tão legal ser adultos e quando finalmente temos vinte e poucos anos  nossas prioridades e responsabilidades nos fazem muitas vezes desacreditar que será possível. Sinto muitas vezes que estou parada no tempo, numa situação confortável pra mim, estou parada por opção? não sei. Sempre me pego pensando até que ponto somos livres, ate que ponto realização pessoal depende só da gente. Apesar de ter queimado meu passado, ele ainda mora aqui dentro de mim, ele me fez ser quem eu sou, ele me levará a concretizar meus sonhos.